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GOIÁS: Quase 11 anos depois, só 40% das obras do CCON foram concluídas

O Centro Cultural Oscar Niemeyer (Ccon) será fechado daqui três meses, em abril deste ano, para uma reforma de, no mínimo, R$ 8,8 milhões, ...

O Centro Cultural Oscar Niemeyer (Ccon) será fechado daqui três meses, em abril deste ano, para uma reforma de, no mínimo, R$ 8,8 milhões, segundo licitação da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) publicada no Diário Oficial do Estado

O valor de R$ 8,8 milhões poderá ser aumentado via aditivos e o prazo, de nove meses, pode se estender para até dois anos. O fato grave, no entanto, é que o CCON não tem nem 50% das obras concluídas, até hoje, janeiro de 2017, quase 11 anos depois de inaugurado.

Orçado em R$ 20 milhões, já foram gastos R$ 95 milhões na obra. No total, agora mais R$ 8,8 milhões serão gastos - no mínimo. Tanto dinheiro em uma estrutura que não foi inaugurada até hoje: a biblioteca e o cinema, por exemplo, nunca foram abertos ao público. A biblioteca do CCON nunca recebeu um livro sequer. Nem a biblioteca virtual funciona. Está tudo abandonado e sem previsão de funcionamento.

As duas salas de cinema também ainda não funcionam. Nunca se viu um filme ali, em nenhuma das duas salas. Isso porque o CCON foi "inaugurado" às pressas em março de 2006, para que Marconi o inaugurasse antes de renunciar ao cargo para ser candidato a senador. 

Segundo laudo recente dos bombeiros, a estrutura do Palácio da Música é muito semelhante a da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), onde um incêndio matou 242 pessoas em janeiro de 2013. Descobriu-se apenas recentemente que o isolante acústico da cúpula do palácio é similar ao da Boate Kiss, que era inflamável. 

Há ainda outros erros na obra: pouca área de escape (em caso de tumultos), estrutura frágil nos andares superiores, a biblioteca nunca funcionou porque o segundo andar não suporta o peso dos livros (sim, parece piada, mas é isso mesmo), o cinema começou a mofar etc. 

Além de tudo, o Estado ainda deve a Oscar Niemeyer. A dívida, hoje, é com a família do arquiteto. O Estado tem uma dívida de R$ 230 mil (sem contar juros e correção monetária) com o escritório João Niemeyer Arquitetura e Urbanismo, de João Niemeyer, sobrinho de Oscar Niemeyer e que também assinou o projeto.

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