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Câncer de pâncreas tem maior incidência em pessoas com mais de 60 anos, diabéticos e fumantes

                                              Foto Tara Winstead Câncer de pâncreas tem maior incidência em pessoas com mais de 60 anos, dia...

 


                                            Foto Tara Winstead


Câncer de pâncreas tem maior incidência em pessoas com mais de 60 anos, diabéticos e fumantes


 

 O diagnóstico precoce é possível em apenas parte dos casos, pois a maioria dos pacientes só apresenta sintomas em fases mais avançadas da doença


 

O pâncreas é um órgão muito importante para o funcionamento dos aparelhos digestivo e endócrino, e produz enzimas e hormônios essenciais para o metabolismo, como a insulina. O câncer de pâncreas é um tipo de tumor agressivo que geralmente se desenvolve silenciosamente e somente manifesta sintomas quando a doença já está avançada.

 

A doença é mais comum em pessoas acima dos 60 anos, diabéticos e fumantes. Além disso, a exposição a produtos químicos e solventes, como o estireno, o cloreto de vinila e agrotóxicos, o consumo excessivo de alimentos gordurosos e de bebidas alcoólicas também aumentam as chances de desenvolver a doença. “O elevado número de jovens tabagistas, influenciados muitas vezes pela moda do cigarro eletrônico, com a falsa ideia de segurança, tem preocupado as autoridades de saúde”, relata a oncologista do Hospital Brasília Rafaela Veloso.

 

Os primeiros sintomas do câncer de pâncreas geralmente são bastante inespecíficos: sensação de má digestão e dor abdominal. Por isso, o diagnóstico precoce só é possível em alguns casos. Quando em estágio mais avançado, alguns dos sintomas que devem ser prontamente investigados são icterícia (pele e mucosas amarelas), urina escura, cansaço excessivo, perda de apetite e de peso, além de dor no abdômen superior e nas costas. “Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em poucos dias”, destaca a médica.

 

O diagnóstico pode ser feito por meio de exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos em pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença, ou de rastreamento em pessoas sem sinais ou sintomas, mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença. Contudo, como não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de pâncreas traga mais benefícios que riscos, até o momento ele não é recomendado.

 

O tratamento depende do tipo de tumor, da avaliação clínica do paciente, dos exames laboratoriais e de estadiamento (que é quando se verifica se a doença se espalhou pelo corpo). De acordo com a oncologista, o estado geral em que o paciente se encontra no momento do diagnóstico é fundamental no processo de definição terapêutica.

 

A cirurgia, único método capaz de oferecer chances de cura, é possível em uma minoria dos casos, pelo fato de, na maioria das vezes, o diagnóstico ser feito quando a doença já se encontra em fase avançada. Nos casos em que a cirurgia não é apropriada, a radioterapia e a quimioterapia são as formas de tratamento, associadas a todo o suporte necessário para minimizar os transtornos gerados pela doença. “O avanço das técnicas de radioterapia e dos tratamentos sistêmicos cada vez mais personalizados estão melhorando a sobrevida e qualidade de vida mesmo dos pacientes diagnosticados nas fases mais avançadas da doença”, finaliza ela.



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