Mercado imobiliário – resiliência em 2025 e desafios para 2026
Final de ano é tempo de balanço e avaliação das possibilidades futuras. Do ponto de vista institucional, o Sistema Cofeci-Creci – Conselhos Federal e Regionais de Corretores de Imóveis – cumpriu plenamente seu papel. A organização mostrou ao Brasil e ao mundo todo o seu potencial de mobilização. Interna corporis, realizamos com enorme sucesso mais uma Convenção do Sistema, a V CONVENSI, além de diversas reuniões virtuais e presenciais de aprimoramento e reciclagem do pessoal administrativo, tanto do Cofeci como dos Crecis.
Externa corporis, realizamos uma nova edição do já consagrado programa virtual de aprendizado, o Saber Imobiliário, com mais de 12 mil presentes durante as transmissões, e mais de 70 mil visualizações posteriores. Ainda em 2025, realizamos a segunda edição do CIMI360, sucessor do CIMI – Congresso Internacional do Mercado Imobiliário, concebido como apêndice do ENBRACI – Encontro Brasileiro de Corretores de Imóveis. O CIMI360, na configuração 360 graus, reuniu em São Paulo cerca de 8,2 mil congressistas brasileiros e estrangeiros.
A atuação do Sistema Cofeci-Creci no Congresso Nacional foi das melhores possíveis. Sua mais notável conquista foi a redução do IVA para as operações imobiliárias: 70% para locações e 50% para comercialização. Lastreado em nossa Frente Parlamentar, liderada pelo Deputado Weliton Prado/MG, o Sistema obteve importantes vitórias em temas como: despejo extrajudicial, avaliação de imóveis públicos, aluguéis comerciais, aluguel consignado, fração mínima para imóvel rural, entre outros. Enfim, foi um ano de grandes e importantes vitórias.
Quanto ao mercado imobiliário, embora ainda sem números terminativos, 2025 deve superar em muito 2024. Só no primeiro semestre, a CBIC indica crescimento de vendas de 9,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Valor Geral de Vendas cresceu 19,4%, atingindo o total de R$ 123 bilhões. Se replicarmos esses dados na segunda metade do ano, o que é muito provável, chegaremos a um VGV de R$ 246 bilhões somente em imóveis novos. Porém esse mercado representa apenas cerca 15% do valor geral de vendas.
Assim, mesmo considerando um deságio valorativo de 30%, ainda teremos um VGV de imóveis usados na ordem de R$ 975 bilhões. Isso tudo a despeito dos fatores negativos, como a Selic em 15% ao ano, elevando os juros e desestimulando compradores, além da sede arrecadatória que vem sendo reiteradamente demonstrada por nossos governantes, em especial na definição dos parâmetros da reforma tributária. O segmento de imóveis populares do programa MCMV continua em alta, respondendo por cerca de 50% do total vendido.
Portanto o mercado imobiliário, como nos seis anos anteriores, fecha o ano de 2025 com muita resiliência e adaptado às novidades tecnológicas. As dúvidas para o ano 2026 baseiam-se na Reforma Tributária, cuja fase de transição começa em 1º de janeiro. Contudo o novo ano exigirá cautela. As novidades tributárias trarão inusitados desafios, tanto regulatórios quanto fiscais, mas poderão abrir espaço para maior transparência e eficiência. Equilibrar inovação, política habitacional e custos será a base do crescimento sustentável. Feliz Ano Novo!!

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