Alcolumbre articula para barrar CPI do Master e evita desgaste político

 Acordo com oposição troca investigação por votação de veto que beneficia condenados do 8 de Janeiro

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, deve impedir o avanço da CPI do caso Banco Master ao evitar a leitura do requerimento durante sessão prevista para esta quinta-feira (30). Sem essa etapa formal, a comissão não pode ser instalada. A decisão faz parte de um acordo político costurado com a oposição para esvaziar o tema e evitar novas tensões no Legislativo.

Em troca, Alcolumbre pautou a análise do veto ao projeto da dosimetria, que pode reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A tendência, segundo parlamentares, é que o veto seja derrubado. O entendimento entre lideranças prevê que a votação ocorra sem que o pedido de CPI seja lido, evitando a abertura de uma investigação considerada sensível.

A resistência à CPI também envolve o receio de exposição política. O caso do Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro, pode atingir parlamentares e autoridades que mantiveram relação com o grupo. Por isso, tanto integrantes da base governista quanto da oposição avaliam que a investigação traria desgaste adicional em um momento já delicado para o Congresso.

O governo Luiz Inácio Lula da Silva também não demonstra interesse em impulsionar a CPI, considerando o tema negativo para sua agenda. Com outros pedidos de investigação parados e CPIs recentes encerradas sem relatório final, o cenário indica que o caso Master deve continuar sendo tratado de forma indireta, sem uma comissão específica dedicada ao assunto, apontou a Folha.

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