No Dia Mundial de Hipertensão Arterial, HCN traz informações importantes sobre a doença

Responsável por mais de 50% das doenças cardiovasculares, a pressão alta exige a conscientização da população e monitoramento regular 


Apesar de não ter cura, a pressão alta possui tratamento e pode ser controlada por meio de medicamentos e adoção de um estilo de vida mais saudável (Foto: Cristiano Martins/IMED)
Apesar de não ter cura, a pressão alta possui tratamento e pode ser controlada por meio de medicamentos e adoção de um estilo de vida mais saudável (Foto: Cristiano Martins/IMED)



Comemorado anualmente em 17 de maio, o Dia Mundial da Hipertensão Arterial foi criado a fim de conscientizar a população sobre os perigos dessa doença silenciosa e potencialmente grave. Considerada um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a hipertensão arterial acomete mais de 32% da população adulta brasileira. Diante desse cenário e dessa importante data, o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), unidade do governo de Goiás em Uruaçu administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), reforça algumas informações relevantes sobre a hipertensão e os principais cuidados com a saúde.  

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em torno de 25% a 30% da população brasileira adulta sofre de pressão alta e cerca de 400 mil pessoas morrem em consequência de doenças do coração, tendo a hipertensão como uma das maiores causas relacionadas. Somente no Brasil, ocorrem em média 388 óbitos por dia devido a complicações ocasionadas pela hipertensão, conforme dados do Ministério da Saúde. 

A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta, é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias, quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9). De acordo com o médico cardiologista do HCN, André Luiz Soares, na maioria dos casos, a doença possui origem hereditária, mas fatores ligados ao estilo de vida também exercem grande influência, como tabagismo, consumo de álcool, obesidade, colesterol elevado, excesso de sal na alimentação, estresse e sedentarismo. 

A pressão alta é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC), infarto, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca. Sendo assim, controlar a hipertensão arterial é fundamental para preservar a saúde e prevenir complicações graves. “Quando bem tratada, ela reduz significativamente o risco de doenças no cérebro, nos olhos, no coração e nos rins. Por ser uma condição muito comum, a hipertensão merece atenção e cuidado contínuos”, alerta o especialista do HCN. 


Nova diretriz e prevenção 

Em 2025 houve uma reclassificação com a Diretriz Brasileira de Hipertensão de Arterial, que passou a considerar a aferição de 12 por 8 não mais como pressão normal, mas como indicadora de pré-hipertensão. A atualização tem como principal objetivo a prevenção de complicações graves, além de identificar indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas, a fim de prevenir a progressão para um quadro de hipertensão. 

“É muito importante saber que agora a pressão 120/80, a famosa 12 por 8, já é considerada como uma pressão de risco. Isso nos alerta para a necessidade de uma avaliação médica, a fim de investigar diversos outros fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e outras complicações graves”, observa o médico cardiologista do HCN. 

Apesar de não ter cura, a pressão alta tem tratamento e pode ser controlada. É importante ressaltar que somente um médico especialista poderá determinar o melhor tratamento para cada paciente e que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pelo programa Farmácia Popular

Além dos medicamentos disponíveis para tratamento atualmente, é importante para a prevenção adotar um estilo de vida saudável, mantendo uma boa alimentação e sem exceder o uso do sal, praticar atividades físicas regularmente e evitar o consumo de álcool e o fumo. É fundamental também procurar um médico para diagnosticar a origem do problema e introduzir o tratamento adequado, que quando adotado de forma contínua, amplia a qualidade e a expectativa de vida. 

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