HEF orienta população sobre prevenção e sintomas da leishmaniose

Diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de cura e reduzir o risco de complicações, principalmente na forma visceral da doença

A adoção de medidas preventivas são fundamentais para reduzir os casos e evitar complicações causadas pela leishmaniose. (Fotos: Divulgação/IMED)
A adoção de medidas preventivas são fundamentais para reduzir os casos e evitar complicações causadas pela leishmaniose. (Fotos: Divulgação/IMED) 


A leishmaniose continua sendo um importante desafio para a saúde pública no Brasil. Transmitida pela picada do mosquito-palha infectado, a doença pode se manifestar nas formas tegumentar, que provoca lesões na pele e nas mucosas, ou visceral, considerada a mais grave por comprometer órgãos como fígado, baço e medula óssea. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil está entre os países com maior número de casos de leishmaniose nas Américas, reforçando a importância da prevenção, do reconhecimento dos sintomas e da busca por atendimento médico.

O Hospital Estadual de Formosa (HEF) alerta a população para os principais sinais da doença e reforça que o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de recuperação e evitar complicações. A infecção ocorre exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito-palha contaminada pelo parasita do gênero Leishmania. Ao contrário do que muitos acreditam, a enfermidade não é transmitida diretamente entre pessoas nem pelo contato com cães. Os animais podem atuar como reservatórios do parasita, mas a transmissão acontece apenas por meio da picada do inseto.

Na forma tegumentar, os principais sinais são feridas na pele que demoram para cicatrizar, geralmente indolores, além de lesões em nariz, boca e garganta nos casos mais avançados. Já a forma visceral costuma causar febre prolongada, perda de peso, fraqueza, anemia e aumento do abdômen em razão do crescimento do fígado e do baço, sendo um quadro que exige atendimento médico imediato.

Para o médico infectologista, Wanderson Sant'Ana, a informação é uma das principais aliadas no enfrentamento da doença e pode fazer a diferença entre um tratamento mais simples e um quadro grave. "Muitas pessoas só procuram atendimento quando os sintomas já estão bastante avançados. Na leishmaniose, o diagnóstico precoce faz toda a diferença, pois permite iniciar o tratamento rapidamente e reduz significativamente o risco de complicações, principalmente na forma visceral, que pode ser grave quando não tratada", afirma ele.

O especialista do HEF destaca que a prevenção depende, principalmente, dos cuidados com o ambiente e da proteção individual contra o mosquito-palha. "Manter quintais limpos, evitar o acúmulo de matéria orgânica, utilizar telas em portas e janelas, repelentes e mosquiteiros, especialmente em áreas de maior risco, são atitudes que ajudam a reduzir o contato com o vetor. Também é fundamental cuidar da saúde dos animais e seguir as orientações das autoridades sanitárias", orienta.

As medidas preventivas devem fazer parte da rotina da população. A limpeza de quintais, terrenos e áreas ao redor das residências, com a retirada de folhas, galhos, lixo e matéria orgânica, contribui para reduzir os locais de reprodução do mosquito-palha. Também é recomendado o uso de repelentes, principalmente no início da manhã e no fim da tarde, além da instalação de telas em portas e janelas e da utilização de mosquiteiros sempre que possível. Os abrigos de animais devem permanecer limpos, organizados e, preferencialmente, afastados das áreas de maior circulação de pessoas. Diante do aparecimento de feridas que não cicatrizam, febre persistente ou outros sintomas compatíveis com a doença, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação médica e realização do diagnóstico.

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